Pra ajudar não precisa de motivo
Ajuda-se, simplesmente.
E se cobrar o esforço depois, de nada valeu.
É, tem gente de todo o tipo.
Tem gente que faz por responsabilidade. Age porque a consciência exige;
Tem gente que faz por preocupação. Age porque tem sentimentos que insitam;
Tem gente que faz pra se aparecer. Age pra dar pinta de boa gente;
Tem gente que faz pra desaparecer. Age pra que ninguém perceba;
Tem gente que faz pra surpreender. Age por impulso;
Tem gente que faz, faz, faz e nada faz.
E tem gente que não faz.
Diga lá uma coisa: O cara vai e fala que te ama num dia. Três dias antes, deixou você passar mal num sofá de boate até que a sorte resolvesse que destino te daria.
Que tipo de "amor" é esse?
O duvidoso, talvez.
Diga-me lá outra coisa: A menina vai pra uma balada em outra cidade pra curtir a festa e um desconhecido passa mal. Ela não tem responsabilidade nenhuma para com ele, mas mesmo assim permanece ao seu lado até que a situação mude.
Por qual razão ela faz isso?
Não importa, deve-se apenas gratidão ao ato.
Diga-me lá mais uma coisa: A moça é sempre rodeada de muitas pessoas que se dizem amigos, mas na hora que mais precisa, eles se omitem. Resta-lhe uma pessoa, e algumas outras inesperadas aparecem.
Que lição se pode retirar?
Prova de amizade.
Se a moça e o rapaz foram envenenados, isso não se pode afirmar. Se foram sacaneados, isso sim.
Já não importa mais, é o de menos.
A Festa da "Elvira, rainha das Trevas" iluminou a visão que eu tinha de algumas coisas, pessoas. Alertou para outras.
Me fez perceber que falar, pouco significa. Mais vale mesmo é a atitude, demonstração de caráter, e isso varia de um para outro, surge em quem não se espera também.
Ela foi a melhor coisa da minha noite.
Eu fui a pior coisa da noite dela.
Desculpe.
Quero ser melhor da próxima vez, e não quero ninguém "under my umbrella".
Desde sempre, obrigada a você que, de tão Clara, me tirou daquele lugar escuro.
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