Finalmente momentos de paz após dias e dias tumultuados. Correria, noites mal dormidas - ou quase não dormidas, por assim dizer - cansaço, olheiras, energéticos, coca-cola e café. Tudo para concluir a primeira etapa de um tcc que eu esperava nem conseguir escrever. Com muito esforço e ajuda divina, está saindo aos poucos. Já é alguma coisa.
De repente, surge uma menininha comportada. Estudando, pesquisando.. até caminhando! Quem diria... Dona Rose fica pomposa, cheia de orgulho da filhona! Mais ainda quando vê que invés de sair para botecos, decido chamar as amiguinhas para jogar cancan em casa com a família.Claro, não é sempre. Mas programas mais tranquilos têm acontecido frequentemente. Menos baladas, menos bares, mais reuniõezinhas nas casas dos amigos para jogar jogos e conversa fora. Gostoso assim.
Conversando com uma amiga estes dias, estava constatando essa mudança recente. Talvez ela tenha me aberto os olhos porque "tem a cabeça boa, parece madura né?", como diria dona Rose. Dona, não, só Rose. Continuando, estava a contar sobre minha fase sossegada para ela.. já se foram os tempos de apagões na Joy e de revelar informações após vários sucos de macaco no Jota. Tudo bem que as tais revelações daquela noite fatídica não eram novidade pra qualquer um que lá estivesse, mas eu ultrapassei os limites, admito. Pelo menos foi engraçado...é o que dizem, eu não lembro, pra variar. Além disso, foi-se o tempo também das "acesuras", dores peculiares na mão e papéis que escorregam. Enfim, calmaria. Isso talvez explique o jeito "amarelão" de ser nos ultimos tempos... Há quem diga que é bom, há quem não goste muito da ideia..ou acha que a "ideia" é melhor, sei lá. Eu não descobri isso ainda e acho que nem vou. Apesar de que me disseram que não seria nada mal.. Mas enfim, só sei que é assim. Ou tem sido.
Até quando irá durar essa calmaria toda? Foi justamente por causa do meu "desassosego" que me encantei por aquela pessoa blasé, chatíssima mas charmosa, que conseguiu me fazer esquecer aquela outra pessoa que ficou no meu pensamento por tanto tempo... E mais além conhecer uma outra pessoa que, com um beijo, me despertou um sentimento bom e confuso, masque não teve chances de crescer Pouco tempo depois, um outro beijo reavivou novamente esse lado e - para a minha surpresa - foi dando certo! Apenas um problema: o dar certo era temporário.. só quando estivesse aqui. E cada vez que ia embora, levava com ele uma saudade gostosa, um gostinho de querer mais, de querer logo. Mas de tão longe, não pude sequer idealizar. E depois do desejo de querer que quem está longe ficasse mais perto, sosseguei. Não desanimei, não desencantei. Apenas aquietei. Fico hoje com as vontades. Vontade de me apaixonar de novo, vontade de receber aquele beijo de novo, vontade de dormir abraçada de novo, vontade de receber cafuné, de voltar atrás e fazer alguma coisa diferente, vontade de fazer aquela pessoa entender o que realmente quero dela - o que talvez seja bem diferente do que ela pensa - vontade de demonstrar o carinho especial que eu sinto por tantas pessoas, algumas delas muito especiais... enfim.
Mas meu tempo aqui está acabando, como é que faz então? Até metade do ano que vem as coisas vão mudar mais ainda. Inclusive a cidade.. a vida na capital (linda, bela e fria!) não deve tardar, e hoje eu já começo a refletir e sentir um certo medo, receio do que há de vir. Deixar para trás pessoas que convivem diariamente comigo, que me fazem rir com piadas inteligentes, com dancinhas peculiares, com estresses por causa de mesas de sinuca ocupadas, com ironias e jargões "chatos e desagradáveis". Ou então que me emocionam com músicas no meio da madrugada e provas de amizade nos momentos menos esperados. E as paródias? Tome, tento fique esperto hoje não tem...Ritalita? Congelada?! Que exagero! Quem vai arrumar um trident quando pedirem um tic tac pra colocar no cabelo? E entonar "mas é o morro do pau da bandeira" lembrando da belzebu que come gente morta? Quem vai tirar foto mostrando o "pomo-de-Arão"? E vai chorar qdo lembrar de mim no hospital? E pior ainda, quem vai rir descaradamente de quem chora por lembrar de mim no hospital? Pra quem eu vou dizer que "obti" êxito numa eventual "infatalidade"? Quem vai fazer draminha e dizer que a vida é uma ironia? Pessoas que me completam...
E dona Rosimei? Vou deixar de ouvi-la brigando com pombas porque as pobres insistem em fazer ninho na varanda dela. E lembrar das pérolas da cenourinha.. senhorinha, não! E não estar mais junto sempre pra dizer carinhosamente que a Cá esquenta a mãe..pra ouvir um ríspido "casquenta é você!" E o Tunka? O Tunka tem ração.. tem razão nada! É complicado.. mas eu vou sentir falta dela brigando comigo e logo em seguida pendurada no meu pescoço me chamando de cheirosa só pra agradar.. mesmo que depois me venha com papos de "sandalhinhas" pra lá e pra cá... Quem vai fazer bolo de fubá com goiabada pra mim? E o velhinho, tio Henrique? Falando pra mim com os olhinhos marejados depois de ganhar copinhos de cristal no dia dos Pais.. "eu choro, hein?" E a lagriminha resistente e machona, escapando no cantinho. Família...Um dia dedicarei um post só a ela. Beeem merecido!
Deve ser o clima de tcc, amigos! rs

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