segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Samba Juliana, samba!
A partir disso, vários momentos interessantes. Uma quarta-feira de teatro, risadas e muitas pérolas - mas não iremos debochar do pobre ser, são apenas "infatalidades" que ocorrem. A quinta foi muito mais tosca do que a quarta, cheia de muamba e ritmos de manos, com direito à "maestra", revelações sobre a famosa "esquerdinha" e coros desafinadíssimos e engraçados de um trio que, berrando no carro de madrugada, acreditava ser cover dos Los Hermanos. A sexta-feira foi de aventura, com perseguições caninas e pneus furados. Pobres cães defensores da região nobre da cidade. O sábado ia bem, com programas normais e tranquilos, até o primeiros raios de sol aparecerem e o festival de surpresas começar. Uma chorando daqui, a outra rindo de lá. Desconfiômetro, nem sob beliscões e chutes. E pensar que este ainda era o apenas o sexto encontro.. a partir do décimo paramos de contar. O que não parou foi o besteirol. Não vai parar nunca! Nunca, nunca, nunca! Ainda bem.
Poucos dias foram suficientes para perceber que ela se contradiz a todo instante, tem isso por esporte. Provocação, insensibilidade, egoísmo. Imagine que sua sorte preferida do orkut é: "quem se apaixona por si mesmo não tem rivais.". Bem egocêntrica. Agressiva e inconveniente. Dois minutos ao lado de alguém e vem o primeiro bocejo. Mais dois, e o segundo. A partir disso, aumenta-se o número de bocejos na proporção de que diminui o tempo. "É porque você me dá sono, o que eu posso fazer?" Bem direta. Aliás, direta, sincera e irônica. Só não se sabe quando prevalece um dos lados.
Apesar de toda a chatice, ciúmes (ai de quem falar da Srta. Lhamas perto dela!) , irritações provocadas, estamos fazendo o possível para confiar. Disseram para ela que dava pra ver "sinceridade" nos olhinhos dela. Desde então, só fala nisso a pobre Juliana. Coitada, ela também não é ruim de tudo. Há um ponto positivo que a salve: o pé é bonito. Há alguns dias fora, purificando-se no Pará, é necessário admitir que está fazendo muita falta. De verdade. As piadas, a presença agradável, a malícia (bem pior do que a nossa, diga-se de passagem), as loucuras, o comportamento imprevisível e instável, o carinho despretencioso, a mão pequena, a franja ridiculamente curta, as reclamações de gente idosa, os dizeres particulares, os ares de "personal" geração saúde.. Tudo faz falta. Eu não me enganei nas primeiras conversas via orkut. Ela é de fato simpaticamente amável. Minha mãe que o diga, é Deus no céu e Juliana na terra. "Madura ela né? Responsável.. e é beeem bonitinha, viu Thiago?" (observe-se de que foi dada uma entonação bem peculiar a este 'beeem bonitinha' de Dona Rose). Quem sabe ela ainda não se torne minha cunhada. Ou tia, né? Vai saber.. interesse parece não faltar. Pretendentes também, não é meu anjo? Linda! Ela fica maravilhosa nas fotos, gente! Em todas!
O importante é que o círculo de amizades está aumentando, amigos. Ganhando ares mais bem humorados e irônicos, também. Fica a ansiedade para que esta temporada em Santarém termine logo e os bons ventos tapajós nos traga de volta a nossa tão estimada Jurupinga, Jujuzinha, Jurubeba, a bella betsa que nos deixa com tanta saudade.
Para fechar o post-homenagem de hoje, fica a previsão antiga de um horóscopo que a gente não tem o hábito de ler, mas que é válido dizer que coube muito bem ao contexto da nossa recente amizade...
"Procure conhecer melhor as pessoas e situações com quem inicia novas interações. A chance é mesmo de relações muito boas acontecerem, mas precisam de uma boa base."
Post pra você, Juju. Pra acabar logo com a curiosidade que você quase não sente e cumprir a promessa que fiz de postar quando você viajasse.
Com todo nosso carinho. Volte logo à nossa roda da malemolência, por favor.
Bacio, bella.
domingo, 26 de outubro de 2008
Pra falar mais dos outros do que de mim
Finalmente momentos de paz após dias e dias tumultuados. Correria, noites mal dormidas - ou quase não dormidas, por assim dizer - cansaço, olheiras, energéticos, coca-cola e café. Tudo para concluir a primeira etapa de um tcc que eu esperava nem conseguir escrever. Com muito esforço e ajuda divina, está saindo aos poucos. Já é alguma coisa.
De repente, surge uma menininha comportada. Estudando, pesquisando.. até caminhando! Quem diria... Dona Rose fica pomposa, cheia de orgulho da filhona! Mais ainda quando vê que invés de sair para botecos, decido chamar as amiguinhas para jogar cancan em casa com a família.Claro, não é sempre. Mas programas mais tranquilos têm acontecido frequentemente. Menos baladas, menos bares, mais reuniõezinhas nas casas dos amigos para jogar jogos e conversa fora. Gostoso assim.
Conversando com uma amiga estes dias, estava constatando essa mudança recente. Talvez ela tenha me aberto os olhos porque "tem a cabeça boa, parece madura né?", como diria dona Rose. Dona, não, só Rose. Continuando, estava a contar sobre minha fase sossegada para ela.. já se foram os tempos de apagões na Joy e de revelar informações após vários sucos de macaco no Jota. Tudo bem que as tais revelações daquela noite fatídica não eram novidade pra qualquer um que lá estivesse, mas eu ultrapassei os limites, admito. Pelo menos foi engraçado...é o que dizem, eu não lembro, pra variar. Além disso, foi-se o tempo também das "acesuras", dores peculiares na mão e papéis que escorregam. Enfim, calmaria. Isso talvez explique o jeito "amarelão" de ser nos ultimos tempos... Há quem diga que é bom, há quem não goste muito da ideia..ou acha que a "ideia" é melhor, sei lá. Eu não descobri isso ainda e acho que nem vou. Apesar de que me disseram que não seria nada mal.. Mas enfim, só sei que é assim. Ou tem sido.
Até quando irá durar essa calmaria toda? Foi justamente por causa do meu "desassosego" que me encantei por aquela pessoa blasé, chatíssima mas charmosa, que conseguiu me fazer esquecer aquela outra pessoa que ficou no meu pensamento por tanto tempo... E mais além conhecer uma outra pessoa que, com um beijo, me despertou um sentimento bom e confuso, masque não teve chances de crescer Pouco tempo depois, um outro beijo reavivou novamente esse lado e - para a minha surpresa - foi dando certo! Apenas um problema: o dar certo era temporário.. só quando estivesse aqui. E cada vez que ia embora, levava com ele uma saudade gostosa, um gostinho de querer mais, de querer logo. Mas de tão longe, não pude sequer idealizar. E depois do desejo de querer que quem está longe ficasse mais perto, sosseguei. Não desanimei, não desencantei. Apenas aquietei. Fico hoje com as vontades. Vontade de me apaixonar de novo, vontade de receber aquele beijo de novo, vontade de dormir abraçada de novo, vontade de receber cafuné, de voltar atrás e fazer alguma coisa diferente, vontade de fazer aquela pessoa entender o que realmente quero dela - o que talvez seja bem diferente do que ela pensa - vontade de demonstrar o carinho especial que eu sinto por tantas pessoas, algumas delas muito especiais... enfim.
Mas meu tempo aqui está acabando, como é que faz então? Até metade do ano que vem as coisas vão mudar mais ainda. Inclusive a cidade.. a vida na capital (linda, bela e fria!) não deve tardar, e hoje eu já começo a refletir e sentir um certo medo, receio do que há de vir. Deixar para trás pessoas que convivem diariamente comigo, que me fazem rir com piadas inteligentes, com dancinhas peculiares, com estresses por causa de mesas de sinuca ocupadas, com ironias e jargões "chatos e desagradáveis". Ou então que me emocionam com músicas no meio da madrugada e provas de amizade nos momentos menos esperados. E as paródias? Tome, tento fique esperto hoje não tem...Ritalita? Congelada?! Que exagero! Quem vai arrumar um trident quando pedirem um tic tac pra colocar no cabelo? E entonar "mas é o morro do pau da bandeira" lembrando da belzebu que come gente morta? Quem vai tirar foto mostrando o "pomo-de-Arão"? E vai chorar qdo lembrar de mim no hospital? E pior ainda, quem vai rir descaradamente de quem chora por lembrar de mim no hospital? Pra quem eu vou dizer que "obti" êxito numa eventual "infatalidade"? Quem vai fazer draminha e dizer que a vida é uma ironia? Pessoas que me completam...
E dona Rosimei? Vou deixar de ouvi-la brigando com pombas porque as pobres insistem em fazer ninho na varanda dela. E lembrar das pérolas da cenourinha.. senhorinha, não! E não estar mais junto sempre pra dizer carinhosamente que a Cá esquenta a mãe..pra ouvir um ríspido "casquenta é você!" E o Tunka? O Tunka tem ração.. tem razão nada! É complicado.. mas eu vou sentir falta dela brigando comigo e logo em seguida pendurada no meu pescoço me chamando de cheirosa só pra agradar.. mesmo que depois me venha com papos de "sandalhinhas" pra lá e pra cá... Quem vai fazer bolo de fubá com goiabada pra mim? E o velhinho, tio Henrique? Falando pra mim com os olhinhos marejados depois de ganhar copinhos de cristal no dia dos Pais.. "eu choro, hein?" E a lagriminha resistente e machona, escapando no cantinho. Família...Um dia dedicarei um post só a ela. Beeem merecido!
Deve ser o clima de tcc, amigos! rs
sábado, 18 de outubro de 2008
Come away with me
Sim, há muito eu não faço isso com vontade de verdade, quanto tempo sem idéias, sem expectativas, com sonhos apagados.
Esta noite a chuva cai mansa no telhado ao meu lado, respingando leves pingos no vidro da janela. Eu olho lá fora, não há nada além de escuridão e água.
Aquela boa companhia estava comigo há poucos instantes, sendo pela primeira vez direta e sincera ao mesmo tempo. Sem ironias. A gente nunca sabe quando ela fala com seriedade, mas hoje tanta serenidade pareceu demonstrar honestidade também.
Agora, ouvindo a suave melodia de Norah, cantando Come away with me, sinto meu corpo estremecer, como se fosse levado pelas notas tão mansas que ela faz questão de entonar...
É quando o pensamento se perde, vagueia, um pouco tonto, perdido. Talvez seja fruto de uma inconsequência cometida esta mesma noite. Um crime não criminoso, inofencivo. Nada qe causasse mal a qualquer pessoa, ou até mesmo a mim. Junto com ele sentimentos estranhos, a impressão de que nada poderia mudar o que sinto agora. Não é tristeza, não é alívio, não chateação. De repente, ficou tudo tão confuso, que me esclareceu o que na realidade era óbvio.
And I wanna wake up with the rain
Falling on a tin roof
While I'm safe there in your arms
E com a música, lembranças, vontades..
A chuva bate na janela e me traz o desejo de ter alguém de novo. Ou um novo alguém.
A sensação é indescritível, contraste do vazio com o repleto, da dúvida com a certeza, da vontade com o repressão, da coragem com a fraqueza...
E os questionamentos? Por quê? Deveria? Seria justo? Perco? Ganho? Até quando?
E eu só quero acordar com a chuva batendo sobre o telhado..
E me sentir segura em seus braços
Preciso ir embora.
Ir para longe, para o frio, para onde eu possa encontrar os tais braços que me deixarão segura e aquecida. Onde eu possa entender que minha mente não conhece nada, e meu coração sabe menos ainda.
Deixo que a suave chuva continue a cair docemente, levando embora meus pensamentos vãos.
Sem legendas, sem significados. Apenas para constar.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
A Amy e o monopólio

bem rica, Amy!
Não tenho mais tempo.
Eu não sei cantar as letras da Amy.
E eu não acredito como pode alguém escrever letras de músicas tão difíceis para mim!
nenhuma linha, eu passo sem ficar confusa!
Eu estou me esforçando, mas acho que quando eu descobrir os absurdos que ela está contando, vou preferir não repetí-los perto dos nosso homens de bem
Vi na TV, dizem que ela tem algumas overdoses por dia, e que ela não tem dignidade
Ai, Amy, talvez você seja uma santa, ou uma doença do século
ou um fenômeno criado para recobrarem a moral e a ética da nossa patética sociedade
o que importa é que você incomoda
I should just be my own best friend,
Not fuck myself in the head with stupid men.
He walks away,
The sun goes down,
He takes the day but I'm grown
post [leviano, porém sincero] dedicado à Xuxuliana
