segunda-feira, 13 de abril de 2009

É coisa de louco...

E no aniversário...

Ela procurava por um presente. Foi à megastore saber o preço do DVD da Amy Winehouse...Hinewouse? Não, Cido, Winehouse mesmo. Quem sabe um sapato da Carmen Steffanis... é Steffens, mãe! Decidiu ir até a livraria para procurar alguma coisa.

Passeava tranquilamente, procurando por novidades e artigos interessantes... precisava abastecer seu potencial crítico e renovar o capital intelectual. Observou a capa de um dos livros:

"Segredos da Cocaina"... "Segredos da cocaina? Haha! Como assim?"... "Não, não pode ser...gente, segredos da cocaína!"

Voltou e releu: "Secretos da Cocina". Setor destinado à literatura gatronômica-culinária.
"Ahhh sim... cocina, cocina... Saco."


...


E no carro...


_Mas meu, eu não consigo achar ela feia...
_Coloca o rádio pra mim?
_Coloco... - tentando encaixar o rádio - Mas então...
[Empurrões e tentativas de encaixe do rádio]
_...sei lá, eu não consigo mesmo achar ela feia.
_Ah, eu consigo!!
_Comooo?!
_Não, pôr o rádio, eu consigo! hahaha!


...


E no Natal...


_Então, ela participou de um amigo-secreto.
_Ah, é?
_É...ganhou um DVD da Ivete Sangalo!
_Ah... mas ela é amiga dela, é?!
_ ...


...


E na Páscoa...


Almoço de domingo, família reunida à mesa. Italianos juntos, sinônimo de confusão.
A nôna trouxe o empadão de bacalhau bonito na travessa. Infelizmente, o pernil, o carneiro, a torta de frango, a maionese, a farofa e o arroz não reservaram espaço físico na mesa para mais um prato do cardápio. Mas a italianada precisava dar um jeito do empadão caber.
_Ajeita esse aqui...
_Aperta mais lá!
_Espreme aqueles dois que cabe...
_E se tirar aquele ali?
_Não precisa dessa jarra aqui!
_Junta lá que vai!

Em um segundo, deu-se o pandemônio. Os parentes todos em polvorosa, se remexendo e querendo fazer milagre para encontrar espaço para o bendito bacalhau. O avô resolveu segurar o empadão com uma mão enquanto empurrava a travessa de carneiro pra um lado e a maionese pro outro, aos trancos e barrancos, tremilicando, até que... a tragédia se fez.

Abruptamente, o prato em que estava o bacalhau se partiu ao meio, e o empadão estatelou-se sobre a mesa. Com a imagem da torta revirada, feito lavagem na toalha, o ambiente silenciou-se. Sem reação, todos permaneceram por aquela fração de segundos emudecidos, observando o ocorrido. Não havia mais o que fazer, o empadão havia se transfomado numa pasta espalhada na mesa. Era hora de simplesmente recolher o alimento e depositar sobre alguma vasilha, para que a paz voltasse a reinar e...

_Pega um prato pra colocar o bacalhau!
_Recolhe isso!
_Eu avisei que era melhor não trazer a travessa...
_Isso não teria acontecido se alguém tivesse me ajudado com a torta!
_Alguém vai dar um jeito nisso, pelo amor de Deus?!
_Isso que dá querer colocar São Paulo dentro de Londrina!
_É Apucarana!
_Eu queria almoçar hoje, minha gente!
_Ninguém mandou colocar num prato de plástico!
_Ta parecendo aquelas comida que se dá pras vacas! haha
_Anda logo com isso!
_Cadê a vasilha pra colocar o bacalhau?!


Com o bacalhau - ou gosma de - devidamente depositado em qualquer recipiente que não fosse facilmente corrompido, aquietaram-se todos para a oração. Agradecimento e reza, mas a imagem das vacas avançando em cima do pasto não se dissipava do pensamento diante da torta espatifada.

_Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é conv... hahaha!

A risada de um dos membros da familia quase estragou o momento abençoado, mas a fé dos demais foi mais forte para que se concluísse a oração. Feliz almoço de Páscoa em família de gente - louca - italiana.


...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Os Mutantes - Qualquer bobagem



Chegue perto de mim
Não precisa falar
Acenda o meu cigarro,
Não queira me agradar
Queira, queira.

Não decida, nem pense
Não negue, nem se ofereça
Não queira se guardar
Não queira se mostrar
Queira, queira.

Escute esta canção
Ou qualquer bobagem
Ouça o coração, que mais?
Sei lá!

Deixo uma dúvida.
(Interatividade no blog?)

Como é um amor meio correspondido?
Não é mais 1º de abril, mas eu postei!

Não era também o texto que se esperava.

Eu tenho tanto pra lhe falar... e tenho tanta preguiça!

Eu voltei, agora pra ficar porque aqui, aqui é o meu lugar

Ai, Roberto Carlos, gente!
Vê se pode, não tô bem.

Eu gostaria muito de comparecer mais a este espaço.
Eu vou tentar.

baiser galere!

Sorte de hoje: Uma imaginação bem canalizada é fonte de grandes proezas

Esse é um dia diferente. Estava conversando até agora sobre assuntos diversos, que, em grande parte, não estão inseridos na minha rotina. È bom. Ouvir outras vozes, outros discursos, outras constatações, outras dúvidas. Parece até que alivia.
Não sei, eu acho que seja provável. – que alivie.

A caminho de casa encontro o carro da ACESF.
* ACESF é Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina.
Pensei “esse carro deve ter alguma encomenda, ou será que ele anda sempre na velocidade média?”. Ultrapassei o carro, sei lá que modelo, mas era próprio para o transporte desse tipo de passageiro. E era branco. Não era um rabecão do fim dos tempos. Eis que me questiono a respeito do tráfego do veículo àquela hora, nas ruas tranqüilas da cidade neste turno.
“E se eu bater aqui agora e já cair morta? Será que ele vem e me pega, nem leva pro médico, me dá como morta e aproveita a viagem? Não. Acho que não né, as coisas não são assim. Primeiro iam avisar sobre o acidente, ligar pra ambulância, e a burocracia ia fazer com que o carro branco demorasse um bom tempo para me buscar. É, é um assunto complicado.” Então constatei, não de forma convicta, que se acontecesse o fatídico, eu não ia dar a sorte de já pegar uma carona.
Que me desculpem o sarcasmo. Esse foi apenas um pensamento que tomou conta da minha cabeça por alguns minutos. Uma distração comum e boba. Eu diria até sadia.

Enquanto isso, tocava uma música animada no carro, para dançar. E logo depois começou alguma da Madonna que está agora nas rádios pops. Ultimamente, eu coloco nelas quando estou entediada. E facilmente já me canso. Sempre me perguntei como alguém agüenta aquilo. Sempre igual, sempre se repetindo.
A última música da noite – dentro do carro- seria “Ma drim is tchu frá/ õva de reinbô/ sou rá”. Eu gosto de cantá-la, assim. É aprazível.

Na garagem eu tentava me lembrar de algumas coisas, enquanto outras milhares se passavam em velocidade de trem bala pela minha mente. Que confusão! Não é que seja ruim, parece que me traz um certo ânimo, uma certa vontade das coisas. Eu queria escrever, queria estudar, queria tudo ao mesmo tempo, mesmo sabendo que antes da metade do caminho, eu já teria me conformado que não seria possível. Mas para mim, me sentir disposta e receptível é algo que me deixa bastante feliz.

E a mente inquieta tem suas vantagens.
E a mente ‘inativa’?

Dhyana: trata-se do estado de meditação, de contemplação (o não pensar), que pode ser atingido quando o yoguin intensifica a sua concentração a ponto de se fundir no objetivo da sua focalização. No estado anterior (Dharana), o praticante necessita de um objeto para concentrar a sua mente dispersa, enquanto que na meditação, observador e observado se tornam uno, não ocorrendo mais separação causada pela análise do objeto. A meditação é o caminho da contemplação, pelo não envolvimento mental. Quando o controle sobre a atenção se consolida, os inumeráveis pensamentos e distrações que intervinham e se imiscuíam no espírito, frustrando-o em sua concentração diminuem de freqüência e de importância, e a partir aí, a lucidez do yoguin se intensifica, eliminando toda a sonolência, dissipando toda bruma mental, toda sombra, toda reserva, revelando o objeto numa claridade direta e fixa.


Ás vezes posso medir minha ansiedade quando constato que meditar é ótimo, mas que eu já perdi tanto tempo que não seria justo me deixar assim, livre e vazia. E parece que essa perda de tempo nunca será reposta, e que, mesmo sabendo disso, é muito difícil mudar.


Uma imaginação bem canalizada é fontes de grandes proezas. Você ainda duvida?