Tenho refletido sobre algumas questões peculiares ultimamente. E não por me esforçar em pensar a respeito, mas me parece que quando algo resolve me assombrar, tudo converge para tanto. Os diálogos, os fatos, os pensamentos. Disseram-me dia desses que sou uma pessoa “meio conturbada”, sempre confusa e querendo confundir os outros. Pode ser, mas não é por mal. Sai naturalmente, por instinto.
Há pouco, conversava com uma pessoa que me confessava algumas particularidades de seu relacionamento que acaba de completar um ano. Ela me contava que não sabe por qual razão tem fugido de seu “amado”, não quer falar com ele. Seja por telefone, mensagens, internet. Quer distância, a ponto de bloqueá-lo no próprio msn. Mas, ao contrário do que se pode imaginar, ela o ama profundamente. Mais até mesmo do que imaginou que conseguiria amar alguém. “Eu sei que o amo o máximo que posso amar qualquer pessoa, mas não sei se o meu máximo é o que ele espera de mim.” Deu-se aí a minha epifania também.
Até que ponto o nosso “gostar” de alguém serve para que o outro seja feliz? E, se o outro está satisfeito, por que nos culpamos quando não nos achamos capazes de demonstrar amor de forma íntegra, completa? Isto não seria o outro a ter que avaliar?
São perguntas que só podem ser respondidas de forma pessoal, não se pode padronizar, criar uma verdade absoluta. Mas é nesse aspecto que vejo as grandes ironias da vida.
Ela ama o rapaz, mas quer distância. Não é irônico? Ele se diz apaixonado por uma, mas fica com a outra. Não é irônico? Ela passa momentos incríveis com ele, mas quando chega em casa e põe a cabeça no travesseiro, lhe vêm à mente a imagem de outra pessoa. Não é irônico? Duas pessoas que passam a semana toda em conflito, mas não conseguem viver uma sem a outra. Não é irônico? Alguém que sabe não gostar de algo, mas prefere não dar um basta na inconveniente situação. Não é irônico? Um coração que sabe que tem o carinho e a atenção de outro muito especial, mas ainda assim prefere e se sujeita a viver à custa do menor afeto possível que lhe seja direcionado. Não é irônico? Cego, com certeza é.
Talvez eu seja mesmo uma pessoa muito confusa. Mas é fruto do meu pensar demais, refletir em excesso. Ninguém peca por se auto-analisar em busca de melhoras. Como diria Alanis, “você vive, você aprende, você ama, você aprende, você chora, você aprende, você perde, você aprende”.
E por mais que eu tenha falhado, sei o quanto minhas dúvidas e meus amores renderam para me formar o que sou agora. Não me arrependo de uma só noite sofrida, de nenhuma lágrima sequer que tenha escorrido em razão de um sentimento que me fez viver e morrer todos os dias. Me encanta o que a paixão nos traz. Um mundo colorido, brilho nos olhos, sorriso bobo no canto da boca. Pensamento vago, olhar distante, estímulo próprio, luz. Vontade, criatividade. Não cega os defeitos alheios, mas nos faz indiferente a eles.
E se você se defende e me ataca com suas armas, não ligo para o quão afiadas sejam suas flechas e espadas. Elas não me atingem, porque não consigo observar nada além do que há por dentro desta armadura.
Há pouco, conversava com uma pessoa que me confessava algumas particularidades de seu relacionamento que acaba de completar um ano. Ela me contava que não sabe por qual razão tem fugido de seu “amado”, não quer falar com ele. Seja por telefone, mensagens, internet. Quer distância, a ponto de bloqueá-lo no próprio msn. Mas, ao contrário do que se pode imaginar, ela o ama profundamente. Mais até mesmo do que imaginou que conseguiria amar alguém. “Eu sei que o amo o máximo que posso amar qualquer pessoa, mas não sei se o meu máximo é o que ele espera de mim.” Deu-se aí a minha epifania também.
Até que ponto o nosso “gostar” de alguém serve para que o outro seja feliz? E, se o outro está satisfeito, por que nos culpamos quando não nos achamos capazes de demonstrar amor de forma íntegra, completa? Isto não seria o outro a ter que avaliar?
São perguntas que só podem ser respondidas de forma pessoal, não se pode padronizar, criar uma verdade absoluta. Mas é nesse aspecto que vejo as grandes ironias da vida.
Ela ama o rapaz, mas quer distância. Não é irônico? Ele se diz apaixonado por uma, mas fica com a outra. Não é irônico? Ela passa momentos incríveis com ele, mas quando chega em casa e põe a cabeça no travesseiro, lhe vêm à mente a imagem de outra pessoa. Não é irônico? Duas pessoas que passam a semana toda em conflito, mas não conseguem viver uma sem a outra. Não é irônico? Alguém que sabe não gostar de algo, mas prefere não dar um basta na inconveniente situação. Não é irônico? Um coração que sabe que tem o carinho e a atenção de outro muito especial, mas ainda assim prefere e se sujeita a viver à custa do menor afeto possível que lhe seja direcionado. Não é irônico? Cego, com certeza é.
Talvez eu seja mesmo uma pessoa muito confusa. Mas é fruto do meu pensar demais, refletir em excesso. Ninguém peca por se auto-analisar em busca de melhoras. Como diria Alanis, “você vive, você aprende, você ama, você aprende, você chora, você aprende, você perde, você aprende”.
E por mais que eu tenha falhado, sei o quanto minhas dúvidas e meus amores renderam para me formar o que sou agora. Não me arrependo de uma só noite sofrida, de nenhuma lágrima sequer que tenha escorrido em razão de um sentimento que me fez viver e morrer todos os dias. Me encanta o que a paixão nos traz. Um mundo colorido, brilho nos olhos, sorriso bobo no canto da boca. Pensamento vago, olhar distante, estímulo próprio, luz. Vontade, criatividade. Não cega os defeitos alheios, mas nos faz indiferente a eles.
E se você se defende e me ataca com suas armas, não ligo para o quão afiadas sejam suas flechas e espadas. Elas não me atingem, porque não consigo observar nada além do que há por dentro desta armadura.
É isso. O amor, a grande ironia da vida.
Oh, maybe I think, maybe I don't
Maybe I will, maybe I won't
Find my way this time
I hear you're calling me soon
One of these days
Some of these days, and somebody pays
It happens all the time
I'll be leaving, believing you wanted me to
And maybe I'm a fool for walking in line
And maybe I should try to lead this time
I'm an honest mistake that you made
Did you mean to? Did you mean?
Oh, did you mean?
Love is just a game
Broken all the same
And I will get over you
Love is just a lie
Happens all the time
Swear I know this much is true
(Love´s a game - The Magic Numbers)

3 comentários:
xD
ai, ai...
uau! visitei o blog na hora certa. bom entrar aqui e dar de cara com um texto novo. muito bom mesmo.
e olha só, vc escreveu sobre o que eu estava pensando nesse exato minuto... essas ironias que protegem a gente nos tornando mornos e infelizes ou agressivos e competitivos. cada caso é um caso e como isso me veio à cabeça agora eu posso estar equivocada. deixa pra lá, vou pensar sobre isso "a sós comigo mesma".
agora, o que não é ironia é essa coincidência, ela é complemento. ;) adoro seus texto cá, beijocas da helenita
e então...pensemos!
a vida é uma ironia..
o amor é uma ironia..
adoro ironias
=D
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